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ALEMANHA CONVOCA ESTRANGEIROS PARA FORÇAS ARMADAS

A Alemanha estuda recrutar militares entre homens e mulheres de outras nacionalidades para integrar suas forças armadas. Desde que o serviço militar deixou de ser obrigatório, em 2011, o país vem enfrentando dificuldades para ocupar alguns postos em setores mais especializados.

Estrangeiros nas forças armadas germânicas não seriam exatamente uma ‘novidade’. Há pouco mais de 100 anos, durante a 1ª Guerra Mundial (1914-1918), o futuro Führer da Alemanha Nazista, o austríaco Adolf Hitler, combateu pelo Exército Alemão, tendo alcançado a patente de cabo, a mais alta permitida a um estrangeiro na época. Ferido com gás nos olhos, Hitler foi condecorado com a Cruz de Ferro (1ª e 2ª classe) e o Distintivo de Ferido.

Mas para fazer parte da  Bundeswehr – como se chamam as Forças Armadas Alemãs – o candidato teria ainda que atender a alguns critérios, como ser cidadão da União Europeia, já morar na Alemanha e, claro, falar fluentemente o idioma.

Estima-se que existam atualmente mais de meio milhão de cidadãos de outros estados-membros da União Europeia vivendo na Alemanha com idades entre os 18 e os 30. As maiores carência são para médicos e serviços de tecnologia da informação.

Com pouco investimento nas Forças Armadas nos últimos anos agora o país quer aumentar o Exército em mais 21 mil efetivos, até 2025. A ministra de Defesa alemã, Ursula von der Leyen, disse que o Exército é composto atualmente de 182 mil soldados e em sete anos, deverá chegar a 203 mil.

DICFICULDADES – Leis posteriores à 2ª Guerra Mundial estabelecem que os soldados da Bundeswehr têm que ser alemães. Mas Hans-Peter Bartels, político responsável pelas Forças Armadas no Bundestag (o Parlamento alemão), disse que recrutar cidadãos da União Europeia poderia ser feito com “certa normalidade”, porque muitos têm dupla nacionalidade. Hoje mais de 900 cidadãos estrangeiros já estão empregados pelo Exército em postos civis.

Cerca de 21 mil postos de oficiais permanecem vagos. Depois da reunificação alemã (nos anos 1990, após o fim da Guerra Fria), as Forças Armadas se reduziram gradualmente de 486 mil soldados em 1990 a 168 mil em 2015. Não se percebia nenhuma ameaça militar depois da Guerra Fria, e os cortes de gastos na Defesa continuaram até 2014.

A cultura de cortes mudou, e uma pesquisa recente sugeriu que 43% dos alemães concordam com a necessidade de mais gastos com a Defesa, ante 32% em 2017.

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