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LYUDMILA PAVLICHENKO: A SNIPER SOVIÉTICA MAIS LETAL DA 2ª GUERRA

A participação de mulheres nas forças armadas não é coisa do século 21. Seja como integrantes dos serviços de saúde ou mesmo como soldados combatentes, há tempos elas provaram que podem ser tão eficazes na “arte de matar” quanto os maiores brutamontes do sexo masculino.

A delicadeza, por sinal, deve ter sido o detalhe que fez a major soviética Lyudmila Pavlichenko (1916-1974) ser considerada a franco-atiradora feminina mais bem sucedida da história. Para um sniper, a leveza do dedo que puxa o gatilho é fundamental para que o alvo seja abatido.

No caso da major, tratada como heroína na antiga União Soviética, são creditadas as mortes de pelo menos 309 soldados nazistas, incluindo 36 snipers e ao menos 100 oficiais, durante a 2ª Guerra Mundial.

Quando a guerra estourou e Hitler resolveu quebrar o pacto de não agressão que havia assinado com Stalin e invadir a União Soviética, Lyudmila era apenas uma estudante de história na Universidade de Kiev.

VOLUNTÁRIA – Após a ofensiva nazista na Rússia, ela se ofereceu como voluntária ao recrutamento do Exército Vermelho, em 1941, e tornou-se uma das mais de 2.000 franco-atiradoras femininas do Exército Vermelho.

Iniciou como soldado, mas um ano após seu ingresso no exército, já havia atingido a patente de tenente e recebido uma condecoração por seus esforços de guerra.

Em 1942, Lyudmila foi ferida em combate por um morteiro. Afastada do campo de batalha para se recuperar, foi enviada aos Estados Unidos para uma visita oficial, tornando-se a primeira cidadã soviética a ser recebida por um presidente norte-americano na Casa Branca.

Após retornar à União Soviética, foi promovida a major e passou a treinar snipers para o Exército Vermelho. Em 1943, foi condecorada com a Estrela de Ouro, tornando-se oficialmente Heroína da União Soviética.

Sua trajetória foi contada no filme biográfico “Batalha de Sevastopol”, que tem entre os pontos altos a dramatização de um diálogo entre a franco-atiradora e a primeira-dama dos Estados Unidos. Ao ser questionada por Eleanor Roosevelt sobre quantos homens havia matado, Lyudmila retrucou: “Não eram homens. Eram fascistas“.

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Com informações do Grupo Pensar a História

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