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HOJE É O DIA DA FAMÍLIA MILITAR

Desde 2016, quando foi instituída a Portaria do Comandante do Exército Brasileiro (EB) nº 650, Força Terrestre comemora todo 18 de setembro o Dia da Família Militar. O documento também tornou D. Rosa Maria Paulina da Fonseca (1802 a 1873) Patrona da Família Militar, na data em que se comemora o seu aniversário.

A data tem o objetivo de incentivar o sentimento de família no seio do EB, além de ressaltar a importância dos valores familiares na construção de uma sociedade melhor.

Quando foi instituída, a data uma de suas justificativas foi a constatação da constante degradação e inversão dos valores na sociedade atual. “Vivemos os desafios de uma época na qual valores se perdem, referências faltam e princípios e convicções são relativizados”, diz um comunicado do Exército.

Para o EB, a instituição de D. Rosa da Fonseca como a Patrona da Família Militar resgata os exemplos de união familiar, de patriotismo e de devoção ao Brasil, bem como enaltece a história de devoção familiar dos Fonseca, destacando o sacrifício supremo dos três irmãos pela Pátria, o sucesso profissional dos demais militares e a abnegação dos familiares, em especial da matriarca.

HISTÓRIA – A nossa Patrona da Família Militar nasceu em 18 de setembro de 1802, na antiga capital de Alagoas, atual município de Marechal Deodoro, e casou-se no ano de 1824 com Manuel Mendes da Fonseca, militar do Exército, dando início à formação de uma das mais importantes linhagens militares do Brasil. Dessa união nasceram dez filhos: oito homens e duas mulheres.

Dos filhos homens, sete deles se devotaram ao serviço da Pátria, incorporando às fileiras do Exército. Durante a Guerra da Tríplice Aliança, conflito que se estendeu de maio de 1865 a março de 1870, por decisão conjunta dos irmãos Fonseca, uma vez que o patriarca da família, então tenente-coronel, havia falecido no ano de 1859, apenas um de seus filhos militares permaneceu no seio familiar com a finalidade de garantir a segurança da matriarca e das outras mulheres e
crianças da família. Seis dos irmãos militares seguiram para as frentes de batalha.

Alguns aspectos da vida de seus filhos:

– o mais jovem, o Alferes do 34º Batalhão dos Voluntários da Pátria Afonso Aurélio da Fonseca morreu heroicamente em Curuzu;
– o Capitão de Infantaria Hipólito Mendes da Fonseca foi morto na Batalha de Curupaiti;
– o Major de Infantaria Eduardo Emiliano da Fonseca foi ferido mortalmente no combate da ponte de Itororó;
– o General de Brigada João Severiano da Fonseca foi médico, professor, escritor, historiador e, como militar, participou da campanha do Paraguai, sendo o primeiro médico a ascender ao generalato e, hoje, figura como Patrono do Serviço de Saúde do Exército Brasileiro;
– o Marechal Severiano Martins da Fonseca recebeu o título nobiliárquico de Barão de Alagoas e foi Diretor da Escola Militar de Porto Alegre; e
– o Marechal de Exército Manuel Deodoro da Fonseca foi o Proclamador da República e o primeiro Presidente do Brasil. Era o valor em pessoa, a coragem, a decisão e a firmeza.

A par disso, ainda, o primogênito, Hermes Ernesto da Fonseca, foi pai de outro importante ícone da família, o Marechal Hermes Rodrigues da Fonseca, oitavo Presidente da República do Brasil.

Os grandes feitos realizados pelos seus filhos e neto sem dúvida foram frutos do esforço de D. Rosa da Fonseca a serviço da Pátria e da educação recebida com ênfase nas virtudes morais e intelectuais, tão necessárias aos que se sacrificam por ideais de liberdade e de bem comum.

O Exército Brasileiro, cujas bases se firmam solidamente em pressupostos de ética, honra e caráter, ao lado da hierarquia, da disciplina e da camaradagem, entende que uma concreta base familiar é condição sine qua non na consolidação de traços positivos de comportamento. Desta forma, a presença indireta dessa valorosa mulher nos campos de batalha da Guerra do Paraguai foi percebida na atuação heroica de seus filhos em combate.

Consta dos relatos históricos que, nas comemorações da vitória de Itororó, D. Rosa recebeu o boletim com a notícia da morte do filho caçula (Afonso Aurélio) e dos graves ferimentos de Manuel Deodoro, mas nem por isso deixou de homenagear as tropas, estampando a Bandeira Nacional em uma das janelas de sua casa. E quando pessoas amigas chegaram para dar-lhe os pêsames, D. Rosa teria afirmado: “Sei o que houve, talvez até Deodoro mesmo esteja morto. Mas hoje é dia de gala pela vitória; amanhã chorarei a morte deles”.

VITÓRIA – Sua firmeza, equilíbrio e força foram mais uma vez evidenciados quando, em um dos momentos de tristeza e angústia pela vida dos seus filhos, recebeu a visita de um representante da Corte em nome do Imperador para apresentar-lhe os pêsames, e com muita calma e impassividade disse ao mesmo: “A vitória que a pátria alcançava, e que todos tinham ido defender, valia muito mais que a vida de seus filhos.” Após esse verdadeiro ato de altruísmo, o referido oficial curvou-se ante aquele caráter forte e diamantino e, visivelmente comovido, beijou a mão daquela admirável dama, que lhe parecia a encarnação da própria Pátria.

A nossa querida patrona faleceu aos 70 anos na cidade do Rio de Janeiro, à época, capital do Império.

D. Rosa foi uma mulher notável, reconhecida pelo ânimo inquebrantável, espírito iluminado pela fé e devotado amor ao Brasil. Verdadeiro modelo de desprendimento, amor, caridade, renúncia e, principalmente, resignação pela maneira como se portou nos momentos difíceis da vida. Será sempre um exemplo de mãe, símbolo maior da família, que todos nós emulamos e que indica os valores norteadores da ética para a família militar do Exército Brasileiro.

Ao instituir o dia 18 de setembro, data natalícia de D. Rosa da Fonseca, a matriarca exemplar, como o Dia da Família Militar, o Exército Brasileiro presta a devida homenagem à família na figura dessa respeitada e admirada esposa e mãe de militares, reconhecendo a importância do espírito de sacrifício e de luta, que possibilita aos integrantes da Força Terrestre alcançarem o sucesso pessoal e profissional, com o sentimento de dever cumprido, seja qual for a missão.

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Com informações do Centro de Comunicação Social do Exército

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